PERFIL

27 de outubro de 2015

Ela se chama Renata Quezia ♥



O primeiro sorriso foi simples, e sem muita confiança.
A primeira interação foi: Mãe já sabe que você esta namorando? - ela perguntou no facebook dele.
E eu imaginei: ai meu Deus, ela vai me detestar.
No começo eu era só "A namorada de Rafael." Eu eu até entendia. Irmã mais nova, super apaixonada pelo irmão. E eu achava a coisa mais linda do mundo. Admirava todos os finais de semana que chegávamos e ela vinha de onde quer que estivesse na casa e se jogava nos braços dele.
Até o dia que ela passou a se jogar nos meus também. Ai eu não era mais só "A namorada de Rafael". Então eu passei a ser a "Cunha meu amor".

E desde então os sorrisos eram grandes, os abraços eram fortes e regados de amor.
Os encontros eram divertidos, os almoços nunca era silenciosos, nunca mesmo... porque não tinha quem fizesse ela se calar na mesa. E eu observava e pensava "é uma menina mesmo". E o amor crescia. E a amizade se fazia cada dia mais presente, e se estendia entre as amigas dela, a presença de tanta gente que a rodeava.
O planos eram lindos, fabulosos, grandiosos e até exagerados. Mas eram planos de uma menina que tinha o mundo nas mãos. E eu deslumbrava com ela esses planos. Engraçado, porque ela sempre me fez sorrir com as ideias malucas dela. E eu achava o máximo! Ah Renata, você foi a pessoa que mais me fez rir, em tão pouco tempo juntas.

E o tempo passou e não era mais só amizade, amor e carinho. Era de alma.
Eu sempre tive orgulho de dizer: é minha cunhada. E ouvi de volta todo os elogios: nossa, ela é linda demais. E eu poder dizer: ela não é só linda, ela é incrível.
Todos as ligações para saber onde o irmão estava, todas as mensagens de "gente, eu tô com saudades de vocês", todos os comentários no instagram. (Deus, como me dói), todas as fotos, todos os momentos indo para o cabeleireiro ficar "loirissimaaaas". Eu vou guardar, eu vou guardar em um lugar tão precioso de mim, que jamais será possível substituir.

Todos os dias eu peço a Deus com carinho para te abraçar por mim. Para te dizer que você é a saudade mais latente do meu coração. Todos os dias eu peço para Ele ser bom comigo e me fazer sentir teu abraço e me confortar devagarzinho. E quando eu choro, choro por mim não saber como lidar com a sua falta. Não choro porque você se foi para a glória, ao lado do pai. Você foi porque, bem, Deus sabe porque. Embora eu não entenda, embora eu não queira aceitar ou admitir que eu não aceito, eu compreendo. Você ainda me faz rir cunhada, me faz rir quando eu vejo o quanto de amor você deixou para nós. Me faz rir quando eu olho para Rafael e vejo você nele. Você deixou tudo planejado não é?!

Até o reencontro cunhada linda.
Eu te amo. (Deus, diga isso a ela para mim também! Obrigada).

De uma eterna saudade.

23 de fevereiro de 2015

Me Apaixonei.


Me apaixonei por você.
Sei que me apaixonei quando tudo começou a ser engraçado, quando a espera causava um vai e vem no estômago, quando eu me surpreendia sorrindo para as paredes, perdida em pensamentos sobre você, e quando só de pensar em te ver me provocava tremores involuntários.

Me apaixonei por você.
Sei que me apaixonei desde o primeiro dia que te vi. Quando nem pensava em me apaixonar por alguém. Me apaixonei quando você, num gesto até impensado, me estendeu a mão para subir na moto. A minha primeira visão de você foi um filete de cabelo prensado entre a jaqueta e o seu capacete. E naquele momento, com certeza eu me apaixonei. Não era uma das melhores formas de te admirar, mas quando o vento fazia a gentileza de passar por aquela pequena parte, eu me pegava rindo, e sim, eu sabia que eu tinha me apaixonado por você.

Me apaixonei por você.
Sei que me apaixonei quando senti seu olhar fixar no meu. Quando seu sorriso cruzou com o meu. Quando você piscou para mim. Quando eu achei que não poderia me sentir mais atraída por você, seus lábios fizeram o favor de confirmar que não tinha como fugir. Eu me apaixonei por você no momento que sua boca encostou na minha. Me apaixonei por você, meu amor, quando a realidade caiu sobre nós e meus olhos se abriram, me trazendo de volta ao ponto de onde começamos. Seus braços ainda me circulavam e ali eu poderia morar. Me apaixonei no exato segundo que eu senti que daria tudo pelo seu abraço.

Me apaixonei por você.
Sei que me apaixonei e que continuo me apaixonando, sempre que o meu primeiro e último pensamento é você. Sei que me apaixono sempre quando você me deseja bom dia, quando diz que me ama, ou até quando me manda acordar as oito horas da manhã em pleno sábado. Eu me apaixonei por você com a certeza que não tinha sido por acaso. Eu me apaixonei pelo seu cheiro, pelo mistério, pela paz que você me trouxe. Me apaixonei pelo turbilhão de se sentimentos bons que havia em você. Me apaixonei justamente pelo que o amor tem de indefinível.

Eu me apaixonei por você. Eu me apaixono por você. E eu me apaixonarei por você... Todos os dias da minha vida.

21 de julho de 2014

Todos os Dias. ♥




Todos os dias ele me acorda.

Todos esses dias eu fico com a sensação engraçada que algo bom vai acontecer a qualquer momento.
Todos os dias me da bom dia, me enche de beijo, me chama de preguiçosa e faz com que eu me sinta a pessoa mais amada do mundo, seja qual for o dia. Se isso não é o principio da felicidade eu não sei bem definir o que de fato é. 

Todos os dias eu olho para ele como se as horas pudessem parar e então ficaríamos aqui, um olhando para o outro, lado a lado, admirando a cara de sono, o sorriso no canto da boca, a vontade de ficar mais um pouco na cama.

Todos os dias ele levanta, e me deixa curtir meus cinco minutos de preguiça, toma banho e se joga em cima de mim, molhado, gelado e sorrindo. Quem sorri tão lindo as seis e meia da manhã? Ele sorri todos os dias para mim. E eu guardo cada segundo desse sorriso, para rememorar durante o dia, porque torna as coisas mais leves e me da um segundo para rir também. Porque "O que a memoria ama, fica eterno.", e não tem momento mais feliz que as lembranças dessas manhãs.

Todos os dias ele transforma minhas manhãs em uma mistura de diversão, amor e responsabilidade. Todos os dias preparo o café da manhã e fico admirando ele comer. E no silêncio ele sempre me olha, pisca o olho e eu sei que ele esta gostando. E no fim ele sempre me agradece! E eu adoro a sensação.

Todos os dias ele sai primeiro que eu. Então me abraça, - e cabe o mundo naquele abraço, cabe a mim e todos os sentimentos que envolvem meu amor por ele -, então me beija, segura meu rosto com as duas mão - e, Deus, como eu adoro isso.-, me deseja um bom dia no trabalho, e que eu fique com Deus e então me beija novamente.

Todos os dias eu faço questão de abrir o portão para ele. Espero ele sair, dou um ultimo beijo e ouço ele emitir um - hum...- que me faz rir. Então ele vai e eu fecho o portão com a certeza que ele vai estar aqui novamente, mesmo que não seja hoje, amanhã ou sexta feira, mas durante todos os dias da minha vida.

12 de julho de 2014

Find the Reason!



Não sei em que momento tinha razão sobre algo em minha vida, mas eis que esse é o titulo deste blog. Certo? Então, ou a razão me acompanhou, desapercebida, por muitos anos, ou eu simplesmente não tinha nada de concreto na cabeça e vivia de achar que razão era um pesamento bagunçado na minha cuca. Mesmo assim, sem ter razão sobre o que de fato vem a ser algo racional, a questão é: Em que ponto me encontro agora? Seria uma maravilha saber, mas a vida gosta de deixar a gente no escuro a maioria das vezes. É tipo, ache uma lanterna queridinha e faça suas apostas. Esquerda ou direita? Mania minha essa de achar que direita é sempre o caminho que leva para as coisas certas!

Se eu soubesse pelo menos o que fazer para evitar tanta falta de precisão, claro, eu já teria resolvido. Ou não! Vai que esse é o motivo de não ter solução. Eu não quero achar, quero que permaneça sempre assim. Afinal, qual a graça de estar sempre segura? Eu não tenho razão. Ou quem sabe esse é só mais um pensamento embaralhado da minha cuca. Racional ou não, meu coração é de fato o maior culpado do descontrole mental que me cerca. Eu gosto dele! Me faz pensar, me faz botar pra fora coisas tão sem sentido e que ao mesmo tempo dizem tanto sobre mim ou sobre você.

Eu sempre achei que ter razão era algo que me levaria mais pra longe das encrencas. Mas talvez se manter alheia ou parcial aos pensamentos concretistas e racionais seja a forma mais fácil de se livrar de certas coisas. O que é certo pra mim, é certo pra você? Se for, concordo com você, mesmo que do fundo do meu amago seja completamente mentira isso. Errado é achar que não podemos nos enganar! Eu me engano todos os dias quando penso que a segunda feira vai passar rápido e o dia vai ser tranquilo. Eu tinha razão, era uma bela de uma utopia. É uma beleza imaginar luz aonde você tem certeza que vai estar escuro!

Hoje é sábado e a muitos sábados eu não havia reparado como esta escuro lá fora. Ou aqui dentro! A falta é palpável. Saber disso me assusta, me causa dependência e insegurança. E eu quero correr atrás da luz que me faltava, embora seja tipico de mim esperar que ela seja atraída até onde estou. Porque somos opostos, e opostos geralmente se adaptam a isso. Mas aonde isso é racional? Afinal eu não entendo sobre razão, muito menos sobre o que é certo e errado. Esta escuro, é sábado e eu vou em busca da minha luz, ou de alguma luz.

14 de fevereiro de 2014

Um pequeno desconforto.



Pessoas são complicadas.
Constatação que não é tão minha, nem tão sua. De todo modo, pessoas são realmente complicadas.
Todos tem suas limitações, seus anseios, suas necessidades e suas verdades. Embora eu não saiba o que faz com que isso se torne um problema, o que eu sei é que todos temos momentos que precisamos por algo para fora. Pessoas se tornam complicadas por serem transparentes, por sempre expor, de forma errada, seus problemas. É fácil saber quando alguém próximo esta agindo de forma diferente, quando algo não esta como era antes, ou como um simples olhar passa a ter um peso desnecessário.

É tão difícil e cansativo tentar adivinhar os pensamentos alheios, é desgastante a falta de palavras, de toque, de anseio. Eu não gosto do frio quando toca minhas mãos. E a sensação de calor, de segurança, de aconchego... Ao que se dá a mudança? Não compreendo a escarces de diálogos, o olhar gelado. Isso faz o coração palpitar, mas de tristeza, não de felicidade. Tenho pavor de mudanças. Nem sempre elas são o caminho para coisas boas. Não tenho mais quinze anos, não me apego a ilusões. Eu me apego a verdades, a sentimentos recíprocos, a realidade.

O que eu posso fazer se eu também sou pessoa, se eu também sou complicada, se nem ao menos me entendo, como entender as mudanças que vem dos outros? Minha reação é refletir, transparecer que algo não esta como deveria. Mas cabe a outra pessoa me entender? Afinal, a quem eu estou questionando, a mim ou a você? Não sei, mas sei que algo esta errado.