PERFIL

30 de abril de 2011

O que há de errado?

Bem, eu não sei exatamente em que parte da minha vida eu perdi o que eu acreditava ser, a pessoa mais importante do mundo, para mim. Eu apenas sei que a perdi. Não foi uma decisão fácil, embora tenha sido pensada e repensada inúmeras vezes. A dor que as vezes senti por essa perda era quase que insuportavel. E eu acreditava que jamais iria sanar. Mas o tempo passa, as estações mudam, as pessoas aparecem e desaparecem, os sonhos crescem e somem com a mesma facilidade. E eu percebi que durante todo esse tempo, eu nunca tinha olhado para dentro de mim, eu realmente não sabia o que sentia, ou o que seriam aqueles sentimentos. O que eles representavam? Eu o amava? Eu seria capaz de tudo por ele? Eu saberia esquece-lo? Eu encontraria outra pessoa? Eu seria feliz com outra pessoa? Eu preciso de outra pessoa? Bem, eu cometi um erro. Eu amei a alguém mais que a mim. E todos esses anos que me dediquei a quem amei, foi em vão. Aonde estão as conquistas desse amor? Não existem. Porque eu só via você, eu respirava você. E você, em nenhum momento merecia. Eu não merecia. Mas o amor acaba, assim como as pessoas, assim como os sonhos. A minha unica certeza é que o mundo me vingar. Não que eu queira isso pra você. Mas quem sou eu para querer alguma coisa?.
Hoje eu sei que me livrei desse amor, me libertei desse sentimento, ou melhor dizendo, dessa obsessão que me prendia a uma mentira. Hoje sou apenas eu e eu. E mais uma vez eu me vejo errando. Hoje eu não choro mais por você, pela sua perda. Hoje eu choro por mim. Por perceber a pessoa vazia que você me tornou. O que eu estou fazendo? Tentando tapar o buraco que você abriu na minha vida com uma farsa? Porque eu preciso disso?
Deus me ajude. Me ajude a encontrar a mim novamente. Eu não quero mais viver atrás de uma vida que não é mim. Porque eu não consigo pensar só em mim? Me livra desse vazio que eu me encontro nesse momento. Eu sei que as coisas mudaram. Eu quero mudar com elas! Eu preciso mudar.

24 de abril de 2011

Who am I?

Hoje eu tirei uns segundos para pensar. Enquanto me encaminhava para um compromisso, sobre a minha moto, com o vento levando e trazendo pensamentos, ideias. Ruas vagas, acredito que por conta do feriado. Bem, me ajudou a ter um belo momento aonde eu me sinto realmente só e longe de tudo. Hoje não foi um bom dia, eu sabia que algo iria dar errado em algum momento. Ok, eu acertei. Enquanto eu me questionava sobre quem eu realmente sou, eu percebi que eu tenho a resposta, embora saiba que o erro esta na pergunta. A forma mais correta seria " Quem eu quero ser? ". Eu entendo como certas coisas influenciam nas nossas vidas. Sentimentos, emoções, pessoas. Besteiras que somos obrigados a ouvir desde nascemos. Que devemos amar os nosso semelhantes, que o amor é o melhor sentimento do mundo, que a dor sempre passa, e que jamais estaremos sozinhos. Tudo uma mentira bem estruturada. Até aonde somos capazes de lutar por outra pessoa que sequer vimos uma vez na vida? Quem faz algo por amor, sem querer nada em troca? Quem sente dor e abre mão de uma medicação para aliviar? Aposto que ninguém. As vezes eu queria não sentir, ser imune as emoções. Eu queria ver e deixar acontecer, sem me importar de vai dar certo ou vai ser mais uma merda de um grande erro. Mas eu não sou. Enquanto alguns são totalmente frios, eu sou totalmente quente. Tudo que corre em mim é relacionado a alguém, a alguma coisa. Se você sofre, eu sofro. Se você chora, eu choro. Se alguém te machuca, eu procuro esse alguém e o faço pagar por isso. E se você esta bem, eu certamente ficarei em paz. Eu só preciso entender até que ponto eu sou capaz, eu preciso de desafios. A muito tempo eu venho tentando me descobrir, mas acho que aos poucos eu estou entendendo o que de fato é destinado para mim. Eu preciso abrir caminho para meus anseios e deixar de lado tudo que me torna fraca, boba, impotente. Eu preciso crescer, eu preciso de vida.

Será que suas ideias rígidas não o isolam de uma vida de mais conforto e bem-estar? A que preço?


Eu não soube a resposta. As vezes eu nem sei o que se passa na minha cabeça. Não sei se tudo que eu penso e faço é o correto. As vezes minhas ações são ruins para mim, embora boa para os outros. O que será que aconteceria se eu pensasse um pouco mais em mim? Se eu fosse capaz de dizer NÃO quando na verdade todos esperam um SIM da Jéssica que eles conhecem e sabem que jamais seria capaz de se negar a seja lá o que foi proposto? Qual seria a reação das pessoas? O que elas pensaria se ao invés de ficar calada, escutar e apenas assentir eu fosse capaz de discutir, questionar e impor o meu ponto de vista? Seria fatal. Mascaras. Eu tenho as minhas, mas estou prestes a dar um fim nelas. Quem sabe assim eu posso me libertar das minhas ideias fajutas e sonhos confortantes e assumir de um vez o meu posto no mundo real. Aonde as coisas não são tão faceis assim, embora eu saiba como as tornar.

21 de abril de 2011

A verdade sobre a convivência.

Hoje ela me cobra amor. Amor que eu não sei expressar, amor que eu nem sei se existe mesmo. Ainda não consegui definir se gostar, querer bem é o mesmo que amar. Mas tenho a impressão que são coisas bem distintas. Como sentir saudades de uma pessoa que nunca esteve presente em sua vida? É assim que eu vejo. Não posso sentir falta do que nunca tive sequer, contato. A via uma vez no mês, se muito. Sempre soube do elo que nos unia, pelo fato do parentesco, da maternidade. Porém, nunca a considerei no fato de ser. Ao contrario de quem me deu amor, me deu casa, o que comer e me educou. A essa sou grata! E confesso, mato e morro por ela. Acho estranho, as vezes me sinto como se renegasse a pessoa que me gerou. Mas gerar não é o suficiente. Suficiente é a convivência. E as horas que eu senti dor, que eu chorei por um motivo bobo, que eu precisei de um carinho, que eu queria alguém para abraçar? Aonde você esteve? Não me importo! Só não queria de mim o que você nunca poderá ter. E também não se culpe. É a vida, as vezes a gente erra feio com as pessoas que um dia venhamos a perceber que tanto amamos. Acontece!

12 de abril de 2011

A velha decisão.

Venho a meses tentando tomar uma decisão que sempre que acho que tomei, minto. Tudo acaba em pizza, ou em outras coisas mais. Enfim, nunca consegui chegar realmente aonde eu queria. O motivo só Freud explica. Eu ja me certifiquei da minha parcela de culpa nisso, mas é algo além de mim, que acho que acabei de descobrir. Eu não queria usar a palavra pena, que na verdade é algo parecido... Eu tenho medo de magoar as pessoas, se ser mal com elas, de parecer ruim. E acabo fazendo mal a mim. Que sempre saiu perdendo nessa brincadeira de ser boazinha. Porque ninguém, ou esse alguém a quem eu tenho medo de ser rude, ele nunca se importou de verdade comigo e eu sei disso. Jamais deu a minima se iria me magoar, e foi ruim comigo, me fez passar por coisas que eu nunca pensei que ele fosse capaz, e eu ainda tenho receio de ser durona com ele? Como é que pode. É da minha natureza ser assim? Pois então, eu quero mudar. Eu preciso mudar! Sinto raiva de mim, eu quero, eu preciso, eu tenho, mas nunca EU VOU. Sera possivel. Quanto tempo mais eu vou esperar para levar isso a serio? Não Jéssica, não seja assim. Você sabe tudo que tem que fazer não sabe? Então, ponha-se no seu lugar, se dê ao valor pelo amor de DEUS. Só assim eu vou recuperar tudo que perdi e me libertar. Eu TENHO que me libertar de você. Eu vou me libertar de você. E mesmo que isso me mate por dentro, me dilacere e me deixe aos prantos. Vai passar, um, dois ou três dias, vai passar. Porque eu sei que eu não preciso de você. Não mais.

3 de abril de 2011

Não expressar sonhos, nem aspirações profundas.

Já dizia um velho amigo meu. E eu estou de pleno acordo com ele! Tem certos momentos que guardar pra sí momentos de felicidade se torna mais seguro. Esta preso em você, aonde ninguém jamais ira achar ou até mesmo colocar aquele olho gordo em cima. Quando a gente deixa as coisas muito a vista, todo mundo repara, uns admiram, outros não. Outros sentem raiva, inveja e até são capazes de fazer de tudo para destruir aquilo que com tanto sacrifício você lutou pra conseguir, e assim, num ataque de pura inocência quis mostrar, quis sentir o sabor daquela conquista sem se dar conta dos olhares ao seu redor. Porque é sempre assim, quando estamos vencendo. Eu sempre gostei de mostrar o quanto eu estou feliz, de bem com a vida, e como tudo esta dando tão certo para mim. Só que com o passar do tempo eu percebi que isso era ruim. Que do nada toda aquela alegria acabava e que tudo voltava a ser complicado de novo. Estranho! E eu não sou supersticiosa. Minha avó diz " Essas coisas só pegam em quem acredita. " E eu vou confiar? Na Na Ni Na Não.
Enfim, nem eu sei o que eu queria dizer. E se esta tudo bem comigo? Não, você não saberá.